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Ucrânia pede ajuda "militar" à UE. Separatistas assumem presença de militares russos nas suas fileiras

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Ucrânia pede ajuda "militar" à UE. Separatistas assumem presença de militares russos nas suas fileiras

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“Por causa da entrada de tropas russas no território ucraniano, tomei a decisão de cancelar a minha viagem à Turquia”, palavras de Petro Poroshenko, que denuncia uma invasão russa em novo dia de escalada da violência no leste da Ucrânia. O Presidente apela também à convocação de uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

Pouco antes, Kiev pediu à União Europeia (UE), através do embaixador em Bruxelas, um “amplo apoio técnico e militar para travar o agressor”.

Entretanto, separatistas tomaram mais pontos estratégicos, depois de assumirem que contam com a ajuda de militares russos.

A realidade vai na direção oposta do que Putin e Poroshenko anunciam nos encontros diplomáticos: separatistas pró-russos tomaram a cidade de Novoazovsk, instalando uma nova frente de combate a sul de Donetsk. A estratégia por detrás desta investida será avançar rumo a Mariupol, um porto crucial no mar de Azov, de onde os rebeldes foram expulsos em junho.

As acusações de Kiev, que denuncia o apoio de Moscovo aos insurgentes, ganham uma nova perspetiva quando ouvimos as declarações do primeiro-ministro da auto-proclamada República Popular de Donetsk, Aleksandr Zakharchenko: “Nunca escondemos o facto de haver vários cidadãos russos nas nossas fileiras, sem eles seria difícil prosseguir os combates. São entre 3 mil a 4 mil. Há também muitos militares russos que decidiram utilizar o tempo de licença para vir ter connosco. São irmãos que preferem lutar pela liberdade, a passar férias na praia.”

Em apenas 24 horas, foram mortos, pelo menos, 16 civis nos bombardeamentos em Donetsk, que deixaram ainda mais de duas dezenas de feridos. Não muito longe da cidade, os separatistas terão conseguido entretanto tomar outro importante ponto estratégico: o monte de Savur-Mohyla.

Na capital, Kiev, os membros do grupo paramilitar Batalhão de Azov manifestaram-se para exigir o reforço das tropas ucranianas no leste do país onde as forças pró-russas avançam cada vez mais.