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Qual deve ser a posição dos EUA na cimeira da NATO?

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Qual deve ser a posição dos EUA na cimeira da NATO?

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Quando o presidente Obama se prepara para viajar para a Europa pela segunda vez em menos de três meses, os estrategas militares
americanos trabalham em várias opções políticas para serem apresentadas aos parceiros da NATO na cimeira do País de Gales. Uma reunião marcada pelo agravamento do conflito no leste da Ucrânia e pelo combate ao Estado Islâmico no Iraque e na Síria

Os analistas acreditam que os jihadistas vão estar na mente de todos os participantes, embora oficiais da NATO estejam a tentar retirar o assunto da agenda oficial.

Heather Conley, especialista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington, prevê a postura internacional face ao Estado Islâmico: “Acho que a curto prazo vamos ver uma coligação de vontades daqueles membros da NATO, que querem ou apoiar os curdos militarmente ou talvez até participar em futuros raides aéreos sobre o Iraque, potencialmente a Síria. Não vejo isso como uma resposta da NATO agora, mas como uma forma de manter a questão em aberto”.

Antes da cimeira, o presidente dos Estados Unidos vai à Estónia expressar o apoio incondicional à soberania e à integridade territorial do leste europeu. Simona Kordosova do think tank Conselho do Atlântico diz o que Barack Obama devia fazer em relação à Ucrânia: “Ele deveria ter uma estratégia clara sobre como impedir, de uma maneira mais forte, o presidente Putin de desenvolver mais ações na Ucrânia e isso pode envolver assistência militar direta à Ucrânia ou assistência financeira mais robusta que lhes permita comprar armamento mais avançado”.

Obama vai tentar obter um consenso alargado para manter a estratégia atual em relação à Rússia.