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Reino Unido aperta segurança com receio de ataque terrorista

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Reino Unido aperta segurança com receio de ataque terrorista

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O Reino Unido aumentou para “severo” o nível de alerta face a potenciais ameaças terroristas contra o país. É o segundo nível mais grave na escala deste tipo alertas, foi acionado pela primeira vez desde 2011 e fica a dever-se aos receios do Governo liderado por David Cameron de um iminente ataque que possa estar a ser planeado pelo autoproclamado Estado Islâmico, o grupo “jihadista” também conhecido pela antiga sigla ISIL e que tem vindo nos últimos meses a espalhar o terror na Síria e no Iraque.

“O que estamos a enfrentar no Iraque, neste momento, com o ISIL é a maior e mais grave ameaça de que alguma vez tivemos conhecimento. Com este Estado Islâmico, estamos a enfrentar uma organização terrorista que não está sedeada num certo país, mas sim à procura de se estabelecer e depois, pela violência, expandir esse mesmo estado terrorista”, disse o primeiro-ministro britânico, numa declaração em que esclareceu também que, apesar dos receios, não existe de facto qualquer evidência de um ataque contra o Reino Unido estar a ser planeado.


A escala de alertas para ataques terroristas foi criada no Reino Unido em 2006, pelo Centro de Análise de Terrorismo (“Joint Terrorism Analysis Centre”, no original), um organismo independente com ligação ao MI5, os serviços de segurança britânicos. O atentado suicida em Londres por quatro britânicos islamitas que matou, na altura, 52 pessoas esteve na base deste sistema de alerta.

Descubra aqui os atuais níveis de alerta para o Reino Unido e Irlanda do Norte

Este agravar de alerta e o consequente reforço das medidas de segurança surgem quase duas semanas depois da divulgação pelo ISIL do vídeo em que um “jihadista” de acentuado sotaque britânico – nomeado como “John” e que foi indentificado como sendo um “rapper” de carreira pouco conhecidano Reino Unido (em baixo) – surge a decapitar o jornalista americano James Foley.


O caso gerou naturais preocupações entre os britânicos e, em especial, no Governo, com estimativas oficiais a avançarem que cerca de meio milhar de britânicos terão viajado para a Síria e para o Iraque para eventualmente se aliarem à jihad, combatendo ao lado do ISIL. Um responsável da polícia de Londres acrescentou que 250 dos que partiram já teriam regressado ao Reino Unido.

“Está a tornar-se claro de que há falhas na nossa defesa. Precisamos de as corrigir. Temos de fazer mais para parar as viagens destas pessoas e impedi-las de regressarem. E, de uma vez por todas, temos de lidar com esses que já cá estão”, defendeu o primeiro-ministro, que na próxima semana será o anfitrião, em Cardiff, no País de Gales, de mais uma cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), de Portugal foi um dos membros fundadores em 1949.


Com o Estado Islâmico a revelar um alegado novo vídeo de uma decapitação registada em Mossul (foto em baixo) e a poucos dias da cimeira da NATO em Cardiff, o Reino Unido aperta, assim, as medidas de segurança nos postos fronteiriços para tentar antecipar um eventual ataque terrorista dos fundamentalistas que tem vindo a espalhar o terror na Síria e no Iraque.