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Crise ucraniana penaliza a economia alemã

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Crise ucraniana penaliza a economia alemã

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A economia alemã esteve a contrair pela primeira vez em mais de um ano, no segundo trimestre do ano, devido em parte ao impacto da crise ucraniana, com quebras no investimento e no comércio.

Este deslize na maior economia da União Europeia pode ser o indício de um momento menos bom para a Eurozona. Em França, o PIB estagnou e em Itália esteve também a contrair.

Esta contração de 0,2% no PIB alemão, em relação ao trimestre anterior, segue-se a um crescimento de 0,7% nos três primeiros meses do ano.

O comércio externo, principal motor da ecomomia alemã, perdeu força durante o período. O crescimento das exportações ficou dois décimos percentuais abaixo do registado no trimestre anterior.

“Estamos a assistir a uma batalha entre a geopolítica e a política monetária. O aspeto geopolítico é explosivo, porque diz respeito às economias da Alemanha e da Europa. Esta semana, vão ser tomadas decisões sobre sanções à Rússia”, diz o analista Robert Halver.

No que toca ao total da zona euro, as más notícias têm a ver com a produção industrial. O índice PMI, que mede a força deste setor, caiu para um valor abaixo dos 51 pontos, o mais baixo dos últimos 13 meses.

A queda foi particularmente forte em França, onde a produção das fábricas teve a maior descida em 15 meses.