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Ocidentais divididos quanto à resposta à Rússia

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Ocidentais divididos quanto à resposta à Rússia

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Um tanque russo no meio de uma coluna de blindados rebeldes no leste da Ucrânia: A imagem foi recolhida apenas a seis quilómetros da fronteira e colocada na Internet no dia 18 de agosto. Prova o apoio de Moscovo aos separatistas, tal como as imagens de satélite publicadas pela NATO onde vemos tropas de combate russas implicadas em operações militares dentro das fronteiras ucranianas.

Esta ajuda terá permitido aos rebeldes inverter a desvantagem em relação a Kiev.

São notícias que preocupam os países da União Europeia geograficamente próximos da Rússia.

Na última cimeira europeia, a presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, não poupou as palavras: “A situação está a piorar. O envolvimento direto e aberto da Rússia na guerra contra a Ucrânia é claro. Ou seja, com um país que quer estar mais próximo da Europa, o que significa que a Rússia está praticamente em guerra com a Europa”.

A Europa mantém a linha que tem mantido até agora: uma gestão diplomática da crise, acompanhada por um reforço das sanções à Rússia, uma posição claramente defendida pela chanceler alemã Angela Merkel: “Pessoalmente, penso que para a Alemanha o fornecimento de armas não é correto. As razões pelas quais não queremos que isto continue são as mesmas que nos fazem acreditar que não há uma solução militar para este conflito”, disse a chefe de governo.

Do outro lado do Atlântico, a eficácia das sanções é posta em causa, mesmo no campo dos democratas, como diz a presidente do comité de inteligência do Senado norte-americano, Diane Feinstein: “Há quem diga que é uma questão de esperar que as sanções façam o seu efeito e a economia derrape. Eu não penso assim. Não tenho a certeza que as sanções vão funcionar”.

Alguns pesos pesados dos republicanos e dos democratas pedem uma solução militar em Kiev, mas para Barack Obama isso está fora de questão: “Não está os nossos planos assistir a um confronto militar entre a Rússia e os Estados Unidos nesta região”.

Obama lembrou também a o artigo 5 da carta da NATO, que obriga todos os membros a partir em defesa de um membro agredido por um país terceiro. A Ucrânia ainda não é membro da NATO, mas há vários países vizinhos que o são.