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Ébola: Estudo mostra que mutação do vírus dificulta controlo da epidemia

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Ébola: Estudo mostra que mutação do vírus dificulta controlo da epidemia

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Os meios de controlo parecem muito pouco eficazes dada a dimensão da epidemia. Descoberto oficialmente em 1976, o vírus Ébola tinha provocado até 2013, 1548 vítimas mortais.
Mas só este ano já matou mais pessoas que nesses 38 anos.

Os primeiros casos deste surto surgiram na Guiné, em março.
Nesta altura já atinge seis países do oeste africano.

A rápida propagação e a falta de controlo das autoridades sanitárias tem sido alvo de muita polémica. Há quem defenda que o acesso aéreo deve ser fechado. Caso isso acontecesse, seria necessário enviar para o terreno todo o tipo de ajuda médica e de vigilância.

A Organização Mundial de Saúde prevê que a epidemia continue a progredir nos próximos seis a nove meses.

Os números oficiais mudam todos os dias. Os casos detetados ultrapassam os 3 mil. mais de 1500 pessoas já morreram.
No senegal há para já uma vítima mortal. Na Libéria, perto de 700;
Na Guiné mais de 400, tal como na Serra Leao-
Na República Democrática do Congo, já se entra na casa das dezenas e na Nigéria há registo de 6 mortos, vítimas do vírus.

A OMS estima que sejam necessários 371 milhões de euros para conter a epidemia. A prioridade é o tratamento da doença, a criação de centros de gestão da doença, a mobilização social e enterros seguros.

Entretanto, um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos agora divulgado mostra que o combate à epidemia está a ser dificultado pelas constantes mutações do vírus.

Não havendo vacina para a prevenção esta segunda-feira a comissão de ética da OMS aprovou o uso de tratamentos experimentais, definindo como condições “uma transparência absoluta relativamente aos cuidados”.

O diretor da Escola de Medicina Tropical de Londres, Peter Piot, defende que “quando se pensa que esta doença é mortal em 90% dos infetados, o uso de medicamentos experimentais é totalmente justificado em termos éticos. Além disso, temos de nos assegurar que este é o último surto do Ébola em que como tratamento existe apenas o isolamento, a quarentena, e algum apoio médico.”