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Cimeira da NATO: Crise na Ucrânia e relação com Moscovo devem dominar encontro

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Cimeira da NATO: Crise na Ucrânia e relação com Moscovo devem dominar encontro

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O quartel-general da NATO transfere-se nos próximos dois dias para Cardiff.
A capital do País de Gales recebe a Cimeira da Aliança Atlântica e em toda a região foi montado um enorme esquema de segurança.

A crise na Ucrânia e a relação com a Rússia devem ser o “prato principal” deste encontro.
Os líderes da NATO querem mostrar-se unidos no apoio aos aliados do leste europeu face a Moscovo. Nesta cimeira deve também ser aprovada a criação de uma força de resposta rápida da Aliança. Uma unidade de cerca de 4.000 militares que deve estar pronta para reagir em menos de 48 horas.
Jan Techau, diretor do Carnegie Europe think-tank, acredita que “a NATO vai tentar cumprir dois objetivos: enviar uma mensagem de segurança e apoio aos membros do leste da Europa que se sentem ameaçados pelo que está a acontecer na Ucrânia. Além disso, vai tentar enviar uma mensagem a Putin, de que o artigo 5 da carta da NATO está em vigor e que é melhor não o violar.” Este artigo obriga todos os membros a partir em defesa de um membro agredido por um país terceiro. A Ucrânia ainda não é membro da NATO, mas há vários países vizinhos que o são.

Nesta cimeira devem ser discutidas as situações no Iraque e no Afeganistão e o futuro da organização.
O enviado da euronews a Cardiff, James Franey, lembra que “identificar os grandes desafios a nível de segurança deve ser a parte mais fácil do trabalho dos líderes da NATO. A grande questão é saber se existe força política e financeira para os enfrentar.”

Portugal estará representado na cimeira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco.