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Em Londres as estátuas falam

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Em Londres as estátuas falam

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As estátuas de Londres ganham voz e chamam pelos turistas.

Se quando passeia pelas cidades se pergunta quem são aquelas pessoas retratadas nas estátuas, quais as suas histórias, agora tem a vida facilitada.

Na capital do Reino Unido surgiu um projeto interativo que faz isso mesmo, dar voz às estátuas, quer sejam de personagens históricas ou ficcionadas como este “Hodge the Cat”

Só precisa de compreender inglês…

“Nós pensámos: E se as estátuas pudessem falar, que histórias contariam? Estão ali há anos, viram coisas mas o que é que pensam, na realidade? Pensámos que dando às estátuas uma voz, poderíamos dar-lhes uma nova vida, fazendo com que as pessoas as olhassem e as ouvissem”, conta a diretora do Sing London, Collete Hiller.

Trinta e cinco estátuas de Londres e Manchester foram incluídas no projeto, como por exemplo, a estátua de Sherlock Holmes, famosa personagem de Sir Arthur Conan Doyle, aqui na Baker Street.

A Rainha Vitória ganha uma nova voz…

A monarca subiu ao trono aos 18 anos, teve 9 filhos e 42 netos. Protagonizou um dos mais longos reinados da história do Reino Unido.

Hiller explica que “algumas estátuas contam histórias que já conhecemos, como por exemplo, a da rainha Vitória. Sabemos porque está ali, mas alguém como John Wilkes, as pessoas podem passar por ele e não saberem que ele foi o único responsável por garantir que tivéssemos liberdade de imprensa. Essa história merece ser contada”, assegura.

Para ouvir o que a estátuas têm a dizer os turistas podem usar uma aplicação nos “smartphones” que permite ler um código de barras.

John Wilkes foi um jornalista e político britânico, acérrimo defensor da liberdade de imprensa que forçou o governo a permitir que os jornais publicassem, na íntegra, os debates parlamentares.

Vários escritores, atores e comediantes do Reino Unido foram convidados a participar neste projeto das estátuas falantes.