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Europa procura novos mercados para alimentos que vendia à Rússia

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Europa procura novos mercados para alimentos que vendia à Rússia

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O embargo da Rússia a alimentos europeus durante um ano deverá causar uma quebra de 281 milhões de euros nas exportações da Bélgica, o sétimo país da União Europeia (UE) mais afetado.

A região da Valónia, grande produtor de frutas, vai lançar uma campanha para aumentar o consumo interno, que parece ser bem-vinda pela população.

“É preciso fazer uma boa campanha que faça as pessoas perceberem que, em primeiro lugar, devem comer o que se produz no país e só depois comprar ao estrangeiro. Assim, o embargo poderia ter um impacto positivo”, disse à euronews um vendedor de frutas e vegetais da capital, Bruxelas.

“Seria bom se todos comessem mais fruta. E em vez de deixá-la a apodrecer nas árvores, os produtores poderiam dá-la às pessoas mais pobres, ou encaminhá-la para as escolas. Existem soluções quando se tem boa vontade”, disse uma consumidora ouvida pela euronews.

Estimativas da UE apontam para uma perda de 5,1 mil milhões de euros no conjunto dos 28 países, já que o embargo afeta 43% destas exportações.

A Comissão Europeia propôs, esta quarta-feira, disponibilizar 60 milhões de euros para co-financiar projetos destinados a encontrar novos consumidores dentro e fora da União.

Para evitar uma grande quebra dos preços, os agricultores europeus pedem que Bruxelas vá mais longe.

“Temos que trabalhar ao nível das relações comerciais externas em mercados equivalentes. Poderemos ter novas fontes de receita através de acordos bilaterais com países como o Canadá, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, e talvez também a China”, defende Pekka Pesonen, secretário-geral da Copa-Cogeca, organização europeia de agricultores e agro-cooperativas.

O pacote da Comissão é uma base de trabalho para os ministros da Agricultura da UE, tendo a presidência italiana convocado uma reunião extraordinária de avaliação para 5 de setembro.