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Mogherini assegura aos eurodeputados fim da parceria com Rússia

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Mogherini assegura aos eurodeputados fim da parceria com Rússia

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“Agressão”, “drama” e “escuridão” foram as expressões para descrever as ações da Rússia na Ucrânia usadas pela futura chefe da diplomacia europeia, nomeada para o cargo na cimeira da União Europeia (UE) de 30 de agosto.

Federica Mogherini justificou, assim, as novas sanções económicas da UE contra Moscovo já na primeira semana de setembo.

Numa sessão, esta terça-feira, no Parlamento Europeu, Federica Mogehrini disse que “a parceria estratégica entre nós está claramente terminada. Essa foi a escolha de Moscovo e é uma consequência do que se está a passar no terreno”.

A ainda ministra dos Negócios Estrangeiros da Itália não convenceu alguns eurodeputados.

Um representante do centro-direita polaco, Jacek Saryusz-Wolski, argumentou que “no que à Rússia e Ucrânia diz respeito, Federica Mogherini mudou de discurso, mas não me convenceu. Não creio que tenha mudado de posição porque, sabendo dos acontecimentos no terreno, de guerra efetiva, não apresentou propostas”.

Pelo contrário, a eurodeputada socialista portuguesa, Ana Gomes, disse ter tido “uma impressão positiva, porque mostrou ter conhecimento dos temas e ser uma pessoa ambiciosa e realista, que não tem medo de defender o seu ponto de vista”.

As novas sanções deverão voltar a atingir os setores financeiro e militar russos, já visados no anterior pacote de medidas da União contra o regime de Moscovo.