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Obama: "Estaremos aqui para apoiar a Estónia, a Letónia e a Lituânia"

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Obama: "Estaremos aqui para apoiar a Estónia, a Letónia e a Lituânia"

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Antes da cimeira da NATO, no País de Gales, Barack Obama fez uma paragem estratégica na Estónia. A passagem do presidente norte-americano por um país do Báltico serviu para enviar uma mensagem clara à Rússia. Antes Obama prestou homenagem ao jornalista norte-americano, Steven Sotloff, assassinado pelo Estado Islâmico do Iraque.

“Eles falharam pois, tal como todas as pessoas do mundo, os americanos sentem repulsa pela barbárie deles. Não seremos intimidados. Os seus atos horríveis só nos uniram, enquanto país, e endureceu a nossa vontade de lutar contra os terroristas”, assegura o presidente norte-americano.

Barack Obama tentou tranquilizar os estónios e os três presidentes das repúblicas bálticas, presentes, recordando o artigo 5° da carta da NATO, que obriga todos os aliados a defenderem qualquer membro que seja agredido por um país externo.

“Estaremos aqui para apoiar a Estónia, a Letónia e a Lituânia. Já perderam a independência antes. Com a NATO não a vão perder de novo”, garante Obama.

As repúblicas do Báltico e a Polónia receiam que a Rússia enverede por uma ação expansionista. Assim, no seguimento do conflito na Ucrânia, pediram o reforço da presença das tropas da NATO na região.

Em abril, os Estados Unidos da América enviaram um contingente de 600 soldados para a Polónia, no decorrer do aumento da tensão entre Kiev e Moscovo.

O receio é justificado pela presença de importantes minorias de língua russa na Estónia e na Letónia, onde representam mais de um quarto do número total das populações.

A professora de relações internacionais da Universidade de Tallin, Catlyn Kirna, acredita que “muitas pessoas têm medo, em especial depois da situação ucraniana, que isso possa acontecer aqui. Receiam, também, que a a minoria russa se erga e diga que quer juntar-se à Rússia ou que quer anexar o nordeste da Estónia à Rússia.”

Nas ruas as pessoas não escondem o nervosismo e exigem aos aliados mais do que palavras.

Esta estónia que uma ação mais “forte”, por parte dos aliados e afirma que não gosta “do modo como a Rússia está a agir com a Ucrânia. É claro que eu quero ouvir uma mensagem mais forte. Creio que as pessoas esperam por isso.”

Barack Obama prometeu maior presença militar norte-americana na Europa e nos Países bálticos. Isso inclui a criação bases aéreas na região do Mar Báltico.