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30 anos depois, ADN iliba dois negros condenados à morte

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30 anos depois, ADN iliba dois negros condenados à morte

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Foram condenados à morte por um crime que não cometeram. 30 anos depois, o ADN ilibou Leon Brown e salvou Henry McCollum do corredor da morte.

Os dois meios-irmãos, que sofrem de deficiência mental, foram condenados à morte, na Carolina do Norte, pela violação e homicídio de Sabrina Buie, em 1983, na localidade de Red Springs.

A sentença de Brown acabou por ser comutada em prisão perpétua.

A única prova apresentada em tribunal foi a confissão sacada aos adolescentes negros, de 15 e 19 anos, após várias horas de interrogatório.

Instantes depois de ter deixado o corredor da morte, McCollum confessou que a prisão “foi uma experiência difícil e que, por vezes, teve “vontade de desistir”, mas sempre acreditou que um dia seria libertado, “só não sabia quando”.

O tribunal de Raleigh ilibou Brown e McCollum depois de testes de ADN terem apontado para outro suspeito, um homem atualmente com 74 anos, que cometeu outro homicídio semelhante na mesma altura e que nunca foi interrogado sobre o caso.

O organismo federal que defendeu os meios-irmãos afirma que “há muita pressão” nos casos que envolvem a pena de morte e isso pode “ofuscar a visão” e provocar “erros”. As “execuções são um risco muito elevado num sistema que é imperfeito”, conclui a representante do Centro de Contencioso da Pena de Morte, que representou os condenados durante duas décadas.

A ONG Innocence Project já contabilizou 317 condenados que foram ilibados por testes de ADN nos Estados Unidos. 18 estavam no corredor da morte. 70% são negros.

Quanto a McCollum, hoje com 50 anos, até precisou de ajuda para colocar o cinto de segurança quando saiu da prisão. Terá agora de, passo a passo, adaptar-se a um mundo novo.