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Cessar-fogo na Ucrânia ainda é uma miragem

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Cessar-fogo na Ucrânia ainda é uma miragem

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No leste da Ucrânia não há sinal de trégua no conflito. Os combates prosseguem entre o exército e os separatistas, que também avançam, a sul, em direção ao grande porto de Mariupol.

Quarta-feira houve a miragem de um cessar-fogo. A presidência da Ucrânia emitiu um comunicado a anunciar um acordo entre Kiev e Moscovo para um “cessar-fogo permanente” no leste do país.

Pouco depois, o Kremlin corrigia a informação: “a Rússia não pode negociar um cessar-fogo, porque não é uma parte envolvida no conflito”, afirmou um porta-voz de Moscovo depois de admitir que “Putin e Poroshenko discutiram efetivamente medidas que contribuiriam para um cessar-fogo”.

Quando Obama se preparava para falar na Estónia, Vladimir Putin roubou os holofotes ao presidente norte-americano.

De passagem pela Mongólia, o chefe de Estado russo apresentou um plano de sete pontos para pôr termo ao conflito e disse esperar que um “acordo final” entre Kiev e os separatistas seja alcançado e assinado até sexta-feira.

Para resolver o conflito, Putin quer que os separatistas cessem as hostilidades nas frentes de Donetsk e Lugansk. E que as forças ucranianas retirem para uma distância que impossibilite fogo de artilharia.