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Programa Curricular pronto a Inovar

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Programa Curricular pronto a Inovar

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Reino Unido: Uma reforma educativa ou um retrocesso?

Qual a melhor forma de conceber um programa curricular e que matérias devem ser incluídas? Um programa nacional universal adapta-se a todas as escolas? Ou será que a flexibilidade é fundamental? Não existem certezas mesmo quando os governos estabelecem um programa curricular fixo para ser ensinado em todas as escolas, de todo o país. O que deve fazer parte do programa exatamente? Vemos o debate sobre o assunto em Inglaterra. Cambridge é sinónimo de aprendizagem. Uma cidade que acolhe uma das cinco melhores universidades do mundo, no entanto, os rankings do classements PISA demonstram que Inglaterra está a ficar para trás. O governo está a reformular o programa curricular nacional, mas a revisão está a causar alguma preocupação nas escolas. O novo programa para alunos dos 5 aos 14 anos, a ser implementado até ao outono de 2014, dá ênfase à aprendizagem mecânica e exige mais, numa idade mais jovem. Os críticos do mundo académico temem que os professores vão ter de dar mais prioridade à aprendizagem dos factos do que à compreensão e à motivação para aprender. Será que o novo programa curricular consegue combinar altos níveis de conhecimento com a criatividade? O governo certamente pensa que sim, mas esse trabalho recai sobre os professores que tiveram pouco a dizer sobre o assunto.

Suíça: Programas curriculares transfronteiriços

Criar o programa curricular correto é extremamente importante, mas decidir o que deve ser incluído é difícil. Para termos um ponto de vista especializado conversámos com dois especialistas da UNESCO, em Genebra, na Suíça. O IBE, em Genebra, é o local onde são desenvolvidos todos os programas escolares de todos os países do mundo. Dá conselhos estratégicos e apoio técnico aos países que pretendem inovar o programa curricular nacional. Tem vindo a recolher livros escolares de todo o mundo há quase um século. Mas o foco não é exclusivamente sobre o passado, preocupa-se com os modelos educativos presentes e futuros.
Quando se trata de desenvolver e inovar o programa curricular do futuro, uma das prioridades é ter em consideração o contexto local, cultural e global.

Itália: Rede “Book in Progress”

No sul de Itália, uma escola secundária pioneira em Brindisi deu início ao projeto Book in Progress para revolucionar o programa escolar. Assim que se entra numa sala de aula do Instituto de Majorana nota-se que o ambiente educativo é diferente. Os alunos circulam livremente pela sala e pelos diferentes grupos de trabalho em cadeiras com rodas. A escola também está a testar um novo calendário, no qual uma determinada matéria é estudada num certo período de tempo e não ao longo do ano. Os alunos usam tablets e computadores em vez de livros de exercícios normais. Desde 2009, que o Instituto de Majorana rejeitou o modelo curricular nacional tradicional, projetado para todos os alunos. Os professores e os alunos escrevem e produzem os próprios livros a baixo custo. No início fizeram os livros apenas em papel no centro de impressão da escola. Agora também têm e-books. Parte do dinheiro guardado foi investido em equipamento hi-tech, como computadores ou tablets.