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Ucrânia: Obama apela a novas sanções contra a Rússia apesar de cessar-fogo

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Ucrânia: Obama apela a novas sanções contra a Rússia apesar de cessar-fogo

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Ucrânia: Obama apela a novas sanções contra a Rússia apesar de cessar-fogo

O anúncio do cessar-fogo na Ucrânia está longe de significar o fim das sanções norte-americanas e europeias contra a Rússia. Os líderes dos países da NATO, presentes na cimeira da organização no País de Gales, acolheram com ceticismo o acordo obtido em Minsk, classificando-o antes de mais como um teste a Moscovo.

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rassmussen, não hesitou mesmo em recordar que, “é mais fácil obter um cessar-fogo do que conseguir implementá-lo no terreno”.

“Espero que este acordo represente uma tentativa sincera para parar a violência e iniciar um processo político construtivo”, afirmou Rassmussen.

O presidente norte-americano garantiu, por seu lado, que Washington e Bruxelas estão decididos a aplicar novas sanções contra a Rússia, depois de ter considerado que o acordo de Minsk é o resultado da pressão económica e diplomática sobre Moscovo.

“Conseguimos obter este acordo graças tanto às sanções já aprovadas como graças à ameaça de novas medidas que estão a ter um impacto real na economia russa e que isolaram o país de uma forma nunca vista nos últimos anos”, afirmou Barack Obama.

No final da cimeira da Nato, Obama garantiu que o fim das sanções será gradual, “dependendo da evolução da situação no terreno”.

A Rússia não tardou a reagir, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, que considerou os anúncios da cimeira da NATO como uma “violação dos acordos entre a organização e a Rússia”.

Lavrov condenou igualmente a decisão da Aliança Atlântica de reforçar a proteção dos aliados no leste da Europa assim como as manobras militares previstas para a Ucrânia nos próximos meses – “uma ação que só fomenta a tensão e ameaça o processo de paz com Kiev”.