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Cessar-fogo no Leste da Ucrânia não evita novas sanções contra Moscovo

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Cessar-fogo no Leste da Ucrânia não evita novas sanções contra Moscovo

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O encontro tripartido de Minsk, na Bielorrússia, produziu um acordo de cessar-fogo entre os rebeldes pró-russos e as forças ucranianas.

A trégua começou às 15 horas – hora de Lisboa – em simultâneo com a retirada de tropas e troca de prisioneiros. O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, explicou em conferência de imprensa:

“Este cessar-fogo é baseado no acordo alcançado durante o meu telefonema com o presidente russo, Putin. Por isso é que eu penso que a estabilidade e a longa duração do cessar-fogo é uma responsabilidade comum”.

O acordo prevê o fim das ofensivas de ambos os lados, o livre acesso da ajuda humanitária às regiões em conflito e a troca de prisioneiros.

Mas a trégua não tem prazo de validade e a confiança também não impera, como lembra o analista europeu, Jan Techau, que o nosso enviado James Franey encontrou em Newport, onde decorreu a cimeira da NATO:

“Em termos do que está a acontecer no terreno, não penso que devamos confiar particularmente nele. A estratégia de Putin continua a ser a mesma. Eles têm uma estratégia completamente oposta à nossa. E este tipo de coisas não tem reconciliação, por isso penso que o conflito vai continuar”

Moscovo saudou o acordo e diz que deve ser respeitado.
Os membros da NATO querem ver ações para crerem na boa-fé do cessar-fogo e a União Europeia aprovou, apesar destes sinais apaziguadores, novas sanções contra a Rússia.

“Os líderes da NATO deram as boas vindas com alguma precaução ao cessar-fogo, aqui no País de Gales. Muitos desafios restam ainda neste processo. O presidente ucraniano, Petro Porshenko insiste que a integridade territorial não está em discussão e os rebeldes afirmam que o objetivo continua a ser a separação da Ucrânia. Negociar esta questão será o maior de todos os obstáculos a ultrapassar”, lembra o nosso enviado James Franey.