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Ucrânia: "sem um acordo político é necessário reforçar sanções contra a Rússia"

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Ucrânia: "sem um acordo político é necessário reforçar sanções contra a Rússia"

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As conclusões da cimeira da NATO voltam a colocar Washington em pé de guerra, da Ucrânia ao Iraque.

Mas a decisão de Obama de reforçar o apoio militar aos aliados do leste da Europa, assim como a criação de uma coligação internacional para fazer face ao grupo armado Estado Islâmico, voltam a despertar receios depois das intervenções do passado no Afeganistão e Iraque.

A nova batalha de Obama vai passar por convencer o congresso, desde terça-feira.

Para o antigo conselheiro de Bill Clinton, Sandy Berger, Obama está no caminho certo, ao não abrandar a pressão sobre a Rússia.

“Sem um acordo político que pemita restabelecer o controlo ucraniano sobre o leste do país, penso que precisamos de reforçar as sanções, precisamos de ajudar a Ucrânia a defender-se, e não devemos permitir que esta situação seja vista como uma vitória da agressão de Putin”.

Relativamente à situação no Iraque e na Síria, Obama conseguiu obter o apoio de 10 países da NATO a uma coligação para enfrentar o grupo armado Estado Islâmico, tendo descartado no entanto qualquer intervenção terrestre contra os islamitas.

“Há uma dimensão militar clara. Nós podemos fazer alguns estragos com ataques aéreos, mas necessitamos de forças terrestres para conseguir fazer recuar o Estado Islâmico. Isto quer dizer que necessitamos de um exército iraquiano forte, que se degradou bastante nos últimos anos, precisamos que este exército seja reconstruído”, afirma Berger.

O correspondente da euronews em Washington conclui:

“Há um sentimento generalizado na comunidade diplomática de Washington de que a cimeira da NATO obteve um êxito razoável. Apesar da relutância inicial, o presidente Obama conseguiu mobilizar os elementos necessários para fazer face aos agressores – nomeadamente a Rússia e o Estado Islâmico. Resta agora a Obama conseguir vencer a batalha para mobilizar a opinião pública americana e convencer o congresso”.

Sem um acordo político que pemita restabelecer o controlo ucraniano sobre esta aérea, penso que precisamos de reforçar as sanções, precisamos de ajudar a Ucrânia a defender-se, e não devemos permitir que esta situação seja vista como uma vitória da intervenção de Putin”.

“Há uma dimensão militar clara. Nós podemos fazer alguns estragos com ataques aéreos, mas necessitamos de forças terrestres para conseguir fazer recuar o Estado Islâmico. Isto quer dizer que necessitamos de um exército iraquiano forte, que se degradou bastante nos últimos anos, precisamos que este exército seja reconstruído”.

“Há um sentimento generalizado na comunidade diplomática de Washington de que a cimeira da NATO obteve um êxito razoável. Apesar da relutância inicial, o presidente Obama conseguiu mobilizar os elementos necessários para fazer face aos agressores – nomeadamente a Rússia e o Estado Islâmico. Resta agora a Obama conseguir vencer a batalha para mobilizar a opinião pública americana e convencer o congresso”.