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França: Nicolas Hénin confirma que Nemmouche foi um dos seus sequestradores na Síria

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França: Nicolas Hénin confirma que Nemmouche foi um dos seus sequestradores na Síria

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A notícia do jornal francês, Le Monde, segundo a qual Medhi Nemmouche – o homem detido pelo ataque no museu judaico de Bruxelas – fazia parte do grupo de sequestradores dos jornalistas franceses na Síria, foi confirmada pelos jornalistas que estiveram sequestrados.

O jornalista do Le Point, Nicolas Hénin, confirmou em conferência de imprensa:
“Após a detenção de Medhi Nemmouche, pelos atos que lhe são imputados em Bruxelas, fui confrontado com um certo número de documentos audiovisuais, que me permitiram reconhecê-lo formalmente. Medhi Nemmouche maltratou-me. Não tenho conhecimento de outros reféns ocidentais que ele tenha maltratado, mas ouvi quando ele torturava prisioneiros sírios no mesmo estabelecimento onde nós nos encontrávamos”, contou.

Nicolas Hénin, Pierre Torrès, Édouard Élias e Didier François estiveram sequestrados entre junho de 2013 e abril de 2014, na Síria.

Confrontado com as questões dos jornalistas, o advogado de Medhi Nemmouche, Apolin Pepiezep, diz que o inquérito só diz respeito ao que se passou na Bélgica:

“Nunca lhe foi colocada a questão de saber se ele esteve na Síria. É verdade que não podemos dizer neste momento que ele não esteve na Síria. Em todo o caso ele nunca dirá que nunca esteve na Síria. Mas nunca lhe foi colocada a questão do papel que desempenhou na Síria, tudo tem sido sobre o atentado que ocorreu na Bélgica”.

Nemmouche foi detido em França no final de Maio e extraditado para a Bélgica, depois de ter sido identificado através das câmara de segurança como o autor do atentado no Museu Judaico de Bruxelas, no qual foram mortas quatro pessoas.