Última hora

Última hora

A longa viagem de Ashya King

Em leitura:

A longa viagem de Ashya King

Tamanho do texto Aa Aa

O périplo da família King, desde a partida de Southampton, em 28 de agosto, com o filho, Ashya, até à República Checa, esta segunda-feira, continua complicado. Foi lançado um mandado internacional de captura pela Interpol, por desacordo quanto ao tratamento do tumor cerebral da criança de cinco anos.
Os pais tentaram vender uma casa na Costa do Sol, em Málaga, para tratar Ashya longe do Reino Unido, mas as autoridades espanholas prenderam Brett, de 51 ans e Naghemeh King, de 45.
A justiça britânica acabou por levantar o mandado de prisão, os pais foram libertados e explicaram publicamente que não estavam a raptar o seu filho, mas sim a procurar um tratamento alternativo:

“O meu coração ainda está com ele, não me sinto bem, felizmente podemos vê-lo, mostrar-lhe o quanto o amamos, pois ele é a nossa razão de viver, queremos ultrapassar este mau momento com ele, já que ele não vai viver muitos meses”, lamentou Brett.

Depois do levantamento do mandado de captura, a família seguiu viagem para um centro checo de terapia de protões.

Ashya submeteu-se antes a duas intervenções cirúrgicas complicadas para eliminar o tumor do cérebro, a 22 de lho e e 22 de agosto, mas sem sucesso. O menino não pode falar e limenta-se através de uma sonda.

Iva Tatounova, diretora do centro de terapia de protões explica:

“Com a terapia de protões, o risco de radiação é reduzido pois o alvo centra-se no tumor e não afeta mais nenhum tecido. Os protões não atingem o resto do corpo. Pára exatamente onde foi previsto, no tumor, com a dose necessária”.

O tratamento custa entre 75.000 e 81.000 euros mas constitui a última esperança da família King. Devia ter sido precedido de dois ciclos de quimioterapia, no Reino Unido, antes da radiação de protões.