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Escócia independente teria de se candidatar à União Europeia

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Escócia independente teria de se candidatar à União Europeia

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A Escócia teria que deixar a União Europeia e solicitar posteriormente a adesão, caso o atual território do Reino Unido se torne um país independente.

Os independentistas defendem uma entrada automática mas, em mais do que uma ocasião, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, explicou que teria de haver uma candidatura a ser aprovada por todos os Estados-membros.

O tópico voltou a ser debatido pela comunicação social, em Bruxelas, depois de uma uma sondagem de opinião, divulgada domingo, ter atribuído a vitória aos independentistas no referendo de 18 de setembro.

Mas a porta-voz de José Manuel Barroso, Pia Ahrenkilde-Hansen, recusou quaisquer esclarecimentos, alegando que “a dez dias da votação não vamos interferir na campanha com declarações que poderão ser de algum modo aproveitadas, aqui e ali”.

Contudo, os serviços da Comissão Europeia disponibilizaram a carta que Barroso enviou a um membro do Parlamento do Reino Unido, em 2012, onde refere que seria necessária nova candidatura da Escócia.

O analista político Vivien Pertusot chama a atenção para o facto de “além de ter que solicitar a adesão – que depois teria de ser votada pelo Conselho Europeu -, o maior risco para a Escócia é fazer muitas exigências nesse pedido para entrar na União”.

“Nomeadamente, não querer adotar a moeda única, não aplicar o acordo de Schengen sobre livre circulação de pessoas. Seria muito difícil para a Escócia obter todas as exceções de que tem vindo a usufruir por ser parte do Reino Unido”, refere o analista do Instituto Francês para as Relações Internacionais.

O caso escocês pode criar um precedente por outros territórios com iguais pretenções, tais como a Catalunha, em Espanha.