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Israel: "guru" polígamo condenado por crimes sexuais

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Israel: "guru" polígamo condenado por crimes sexuais

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A justiça israelita condenou o líder de uma seita obscura de Telavive por crimes sexuais, pondo fim a um processo que chocou a opinião pública do país.

Goel Ratzon, de 64 anos, conhecido como o “redentor” tinha sido acusado em 2010 de abusar sexualmente e de escravizar cerca de 21 mulheres e respetivos 38 filhos, impondo-lhes regras estritas de comportamento.

A pena contra Ratzon deverá ser pronunciada nos próximos dias, quando os juízes decidiram não reter as acusações de escravidão.

Na base do processo estão os testemunhos de sete vítimas, entre mulheres e filhas do homem que se fazia tratar por “salvador do mundo”.

Segundo as vítimas, Ratzon teria multiplicado os abusos sexuais contra as diversas concubinas e respetivas filhas, algumas menores, durante vários anos, penalizando com multas em dinheiro qualquer comportamento contrário à sua vontade.

Entre as regras do guru encontrava-se a proibição de casar-se, perguntar pelo seu paradeiro ou discutir em privado.

As imagens, captadas por um canal israelita em 2010, mostram o ambiente no interior da seita, com o guru, agora condenado, a assegurar ser “o homem perfeito, com todas as virtudes e qualidades que uma mulher deseja”.