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Mercados tremem com ideia de Escócia independente


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Mercados tremem com ideia de Escócia independente

Medo nos mercados financeiros a dez dias do referendo sobre a independência da Escócia.

A hipótese de vitória do “sim”, fez a bolsa de Londres recuar 0,4%. A libra perdeu mais de um por cento e atingiu mínimos de dez meses face ao dólar.

Cinco empresas com forte exposição à Escócia (grupo Lloyds, Royal Bank of Scoltland, Standard Life, o grupo energético SSE e o grupo de engenharia Weir) perderam na sessão mais de três mil milhões de libras.

A eventual vitória do sim colocaria a Escócia e o Reino Unido em terreno desconhecido, obrigando a discussões sobre a divisa, a dívida pública e a partilha de recursos.

Mas as consequências seriam mais amplas.

David Frost, da Associação escocesa de produtores de whisky, recorda os benefícios: “Neste momento temos a grande rede diplomática do Reino Unido, que se foca na promoção comercial. Somos um grande país que pode ter acesso e obter influência para ajuda a indústria e isso pode estar em causa se a Escócia se tornar independente”.

Há 307 anos que a Escócia está unida à Inglaterra.

Andrew Failie, chefe de um restaurante em Gleneagles, na Escócia, defende que vai “votar “sim” a pensar num futuro melhor”. E acrescenta: “Não é possível manter por mais tempo o status quo. Precisamos de votar uma mudança. A única forma de isso acontecer é votar no “sim” e num governo soberano”.

Para lá da indústria do whisky, dos setores tecnológico e dos têxteis, a Escócia beneficia de inúmeros recursos naturais, como peixe e minério. O território possui também as maiores reservas de petróleo da União Europeia e fornece quase 70% das necessidades energéticas do Reino Unido.

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