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Alemanha: taxa de circulação para estrangeiros ameaça implodir coligação de Merkel

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Alemanha: taxa de circulação para estrangeiros ameaça implodir coligação de Merkel

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A proposta de criação de uma taxa de circulação rodoviária para os automobilistas estrangeiros na Alemanha está a dividir a coligação de Angela Merkel.

O principal parceiro regional da CDU, a CSU da Bavieira acusou esta semana o ministro das Finanças de estar a tentar “sabotar” a proposta, prevista no programa de coligação de governo como uma forma de financiar a reconstrução da degradada rede rodoviária do país.

O custo da medida e a possibilidade de Bruxelas de chumbar a taxa como discriminatória estão na base das reticências do executivo.

Para o líder dos conservadores bávaros, Horst Seehofer: “sabemos que o ministro das Finanças está contra esta taxa. A sugestão dele é que os alemães paguem mais, mas para nós esta possibilidade está fora de questão. Está a mover todos os cordelinhos para que tal aconteça, mas nós não vamos deixar”.

Um relatório do ministério das Finanças, filtrado pela revista Der Spiegel, no domingo, revelava que a medida seria não só demasiado dispendiosa como discriminatória, uma vez que a taxa seria aplicada apenas a estrangeiros.

Mas o aliado bávaro dos conservadores fez do tema um cavalo de batalha: “eu paguei sem problema 64 euros para poder viajar em boas estradas até ao meu destino de férias em Itália. E é a mesma boa vontade que espero dos automobilistas que cruzam a Alemanha e que utilizam as nossas estradas. Não estou a pedir mais nada”, afirmou o ministro dos transportes da Baviera.

A CSU, o mais pequeno dos três parceiros da coligação governamental, promete voltar à estrada, com o mesmo tema, após as eleições em dois estados do leste do país neste domingo.