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O combate, também de palavras, entre rebeldes e Kiev

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O combate, também de palavras, entre rebeldes e Kiev

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A trégua continua frágil na Ucrânia, com troca de acusações de violação no cessar-fogo. De facto, no leste do país, continuam a ouvir-se combates esporádicos.

Mas, esta segunda-feira, as autoridades, da autoproclamada República de Donetsk, celebraram os 71 anos passados sobre o fim da ocupação nazi. No evento, o autoproclamado primeiro-ministro, afirmou que continua a não querer que Donetsk integre o território ucraniano:

“Em Minsk ninguém falou em Donetsk ser parte da Ucrânia. Compreendemos que toda a comunidade mundial e a lei internacional não são capazes de reconhecê-lo mas o processo já começou”, afirmou Alexander Zakharchenko.

Em Minsk, este mesmo representante dos rebeldes, assinou um documento no qual concordava com a permanência da região em território ucraniano.

Para o Presidente da Ucrânia, que visitou de surpresa Mariupol, a questão nem sequer se coloca:

“Ponto número um, a questão da integridade territorial, soberania e independência do meu país não é uma questão negociável. Ponto número dois, devemos ser responsáveis e entender que é impossível vencer o conflito apenas por meios militares. Quanto mais aumentarmos a pressão, mais as tropas russas permanecem no nosso território.”

É na capital da Bielorrússia, Minsk, que vão continuar a discutir-se, já esta semana, as questões que poderão conduzir a uma paz duradoura na Ucrânia, mas o novo pacote de sanções da União Europeia, contra a Rússia, promete aumentar a tensão. A Rússia já garantiu que se isso acontecer tomará medidas. Uma delas pode ser fechar o seu espaço aéreo a voos europeus.