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Paris volta a relegar a redução do défice: A "exceção francesa" torna-se regra

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Paris volta a relegar a redução do défice: A "exceção francesa" torna-se regra

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Uma nova comissão para tentar resolver velhos problemas da União. No dia em que foram apresentados os novos rostos da governação europeia e que Jean-Claude Junker insistiu no respeito do Pacto de Estabilidade e Crescimento para recuperar a saúde financeira da Europa, a França protelou, uma vez mais, a redução do défice aos 3%.

O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças, Michel Sapin:

“A consequência desta estratégia é que com um crescimento e uma inflação frágeis, a redução do défice que prevíamos para 2015 será limitada, com um défice prevista em cerca de 4.3% do PIB em 2015 e uma passagem abaixo dos 3% em 2017”.

Paris fala de “condições excecionais”, como das duas últimas vezes em que o objetivo redução do déficie foi relegado para mais tarde, mas Angela Merkel faz questão de lembrar qual é o caminho a seguir.

Orgulhosa de anunciar o equilíbrio das contas públicas alemãs já em 2015, a chanceler referiu que em vários países, como por exemplo a Espanha, as reformas estão a ter impacto e estão a sustentar a dinâmica. “Temos que levar a sério os avisos da Comissão Europeia de que o abrandamento das reformas é o maior risco para a retoma económica”, afirmou.

Avaliar as contas públicas de cada estado é missão da Comissão Europeia que entrega a tarefa ao francês Pierre Moscovici, o novo comissário das Finanças até há pouco ministro das Finanças do governo de François Hollande.