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Reino Unido: governo e oposição desembarcam na Escócia para tentarem evitar a independência

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Reino Unido: governo e oposição desembarcam na Escócia para tentarem evitar a independência

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A subida inesperada do “Sim” à independência da Escócia, nas sondagens sobre o referendo, fez mobilizar a nata da política em Londres.

As sondagens do último fim-de-semana soaram como a sirene de alarme, que pôs todos a caminho de Edimburgo.

Tanto o primeiro-ministro, David Cameron, como o líder da oposição, Ed Miliband, estiveram esta quarta-feira na Escócia.

Cameron, que arrisca tudo com este referendo, veio lembrar aos eleitores escoceses:

“Às vezes, porque se trata de uma eleição, de um voto, as pessoas podem pensar que é como uma eleição geral, que se toma agora uma decisão e cinco anos mais tarde pode-se tomar outra – se estivermos fartos dos conservadores damos-lhe um pontapé e depois logo vemos. Mas isto é completamente diferente de uma eleição. Esta é uma decisão não para os próximos cinco anos, mas para o próximo século”.

A este desembarque precipitado em território escocês, Alex Salmond, o chefe do governo de Edimburgo e principal líder da mobilização pelo “sim” à idependência, responde:

“Muita gente na Escócia vai ver este esforço de Ed Miliband e David Cameron como insuficiente e tardio. Insuficiente, porque eles não estão a oferecer as condições para que os escoceses tenham um parlamento poderoso – e a independência oferece isso; insuficiente, porque eles não oferecem proteção nem explicam como podemos proteger o nosso sistema de saúde sem poderes financeiros e tardia, porque é um ato de desespero”.

O referendo decorre no dia 18 de setembro e, por enquanto, ninguém é capaz de prever para que lado vai pender a Escócia. O campo do sim à independência fez uma progressão de 22% nas sondagens, nas últimas semanas.

“A visita apressada à capital escocesa realiza-se 24 horas depois da promessa do executivo de concessão de mais poderes à Escócia. Terá sido insuficiente e tardia? Cameron está sob pressão – pode perder não só a Escócia como o lugar de primeiro-ministro”, lembra a nossa enviada, Joanna Gill.