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Romaria política à Escócia para salvar o Reino Unido

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Romaria política à Escócia para salvar o Reino Unido

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As sondagens do último fim-de-semana sobre a tendência de voto para o referendo à independência desencadearam uma verdadeira romaria de líderes partidários à Escócia.

No mesmo dia os escoceses foram honrados com a presença do primeiro-ministro conservador, David Cameron, do seu parceiro de coligação, o liberal Nick Clegg e do líder da oposição, o trabalhista Ed Miliband.

Todos foram pedir aos escoceses que não abandonem o Reino Unido. Todos terão uma pesada fatura política a pagar se a Escócia se emancipar, até porque, como diz o analista David Torrance, chegam tarde e mal:

“Parece que estão em pânico, mas isto pode ser uma bolha criada pelos media. Os eleitores não estão a ver as coisas da mesma maneira. O que me choca é que é pouco e tarde. Só falta uma semana para o referendo e é tarde para que os lideres dos três partidos com assento parlamentar apareçam com uma declaração de amor à Escócia a dizerem “não partam”. É agradável, mas deviam tê-lo feito há um ano e de uma forma muito mais consistente”.

O referendo decorre no dia 18 de setembro e, neste momento, ninguém consegue prever para que lado vai cair a Escócia. Nas últimas semanas a campanha do “sim” à independência progrediu 22% nas intenções de voto, mas ainda esta noite uma nova sondagem volta a dar a vantagem aos partidários do “não”.