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Rússia: Banco Central decide não agir, entre inflação alta e baixo crescimento

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Rússia: Banco Central decide não agir, entre inflação alta e baixo crescimento

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O Banco Central da Rússia manteve as taxas de juro inalteradas, esta sexta-feira, mas está pronto a efetuar novas subidas se a inflação continuar elevada.

A taxa de juro está nos 8%, após uma subida total de 2,5% desde o início do ano.

A reunião teve lugar quando entram em vigor novas sanções europeias. Os dois eventos levaram o rublo para novos mínimos históricos face ao dólar.

O Banco Central está numa situação difícil. A inflação atingiu em agosto 7,6%, muito acima da meta fixada. Já o crescimento é muito fraco, sob efeito das sanções internacionais e do embargo russo aos produtos alimentares europeus e norte-americanos.

Maria Pomelnikova, macroeconomista no Raiffeisen Bank, em Moscovo, explica: “Tendo em conta o comunicado, vemos que o Banco Central se vai focar nos efeitos a longo prazo do embargo de produtos alimentares. Até agora pensavam apenas que seriam efeitos a curto prazo. Mas se os riscos são prolongados, se aparecem novos riscos ligados à introdução de novas sanções ou se a situação geopolítica se deteriorar, não podemos excluir que o Banco Central tome medidas duras em termos de política monetária e que as taxas de juro voltem a subir de novo”.

O embargo russo aos produtos alimentares entrou em vigor no início de agosto, em reação às sanções ocidentais. O Banco central reconhece que as sanções afetam a economia. Para este ano espera um crescimento de 0,4%.