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UE e EUA avançam com sanções simultâneas mas Rússia descarta importância

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UE e EUA avançam com sanções simultâneas mas Rússia descarta importância

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O novo conjunto de sanções económicas da União Europeia contra a Rússia entrou em vigor esta sexta-feira. Aos Vinte e Oito, juntam-se os Estados Unidos, que também anunciaram novas sanções, visando nomeadamente grupos petrolíferos, bancos russos e empresas do setor da Defesa.

Apesar de avançar com mais medidas repressivas, a União Europeia deixa a porta aberta a uma anulação integral ou parcial das sanções, já a partir do próximo mês, se houver progressos no processo de paz ucraniano.

Ao microfone da euronews, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz diz que “é uma decisão mixta. Deixamos a porta aberta, mas dizemos claramente que, se a oportunidade não for usada, as sanções serão implementadas”.

Numa cimeira no Tajiquistão, Vladimir Putin afirmou que as sanções europeias e norte-americanas prejudicam os seus autores, com perdas “mínimas” para Moscovo.

Após as declarações do presidente, o chefe da diplomacia russa afirmou que o seu país vai reagir “de forma calma, apropriada e protegendo os seus interesses”.

A respeito dos efeitos colaterais das sanções para os países europeus, o primeiro-ministro romeno diz que é um mal necessário.

Victor Ponta afirma que os Estados-membros “devem provar o seu empenho e assumir a responsabilidade de mostrar que ninguém pode mudar as leis internacionais ou abusar de outros países europeus. Por isso, é um preço justo a pagar, por parte da comunidade europeia”.

Em resposta ao precedente conjunto de sanções, o Kremlin impôs um embargo a alimentos e produtos agrícolas provenientes da União Europeia.