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Independência da Escócia não entusiasma Washington

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Independência da Escócia não entusiasma Washington

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Nos Estados Unidos, a possibilidade de uma Escócia independente está longe de entusiasmar o país que declarou unilateralmente a independência da coroa britânica em 1776.

Em Washington o referendo suscita várias dúvidas sobre o futuro da aliança com Londres, do papel do Reino Unido no Conselho de Segurança da ONU à colaboração transatlântica em matéria de nuclear militar.

Dúvidas que se manifestam na posição ambígua da administração Obama sobre o tema:

“Temos todo o interesse em garantir que um dos mais próximos aliados de sempre, o Reino Unido, permaneça forte, robusto e unido e um parceiro eficaz. Obviamente que a decisão final cabe ao povo escocês”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf.

A eventual independência da Escócia poderia afetar seriamente o programa nuclear militar britânico, baseado no território, em especial o futuro dos 58 mísseis Trident norte-americanos que desde há mais de uma década são um pilar da estratégia de dissuasão nuclear de Londres em parceria com Washington.

“A questão dos Trident tem implicações diretas na segurança norte-americana e no papel do Reino Unido na segurança global do ocidente, NATO e a dissuasão nuclear. É uma questão importante. Há questões técnicas específicas que precisam de ser esclarecidas e nas quais os Estados Unidos têm um interesse particular”, afirma o analista Jeremy Shapiro.

Num país onde os descendentes escoceses superam, em número, os habitantes da Escócia, analistas e políticos estão longe de querer tomar uma posição sobre o tema, preferindo esperar para ver.