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Ucrânia: primeiro-ministro denuncia "agressor" russo

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Ucrânia: primeiro-ministro denuncia "agressor" russo

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Uma segunda caravana humanitária russa chegou esta manhã a Lugansk, no leste da Ucrânia, com quase duas mil toneladas de alimentos e combustível.

Cerca de 100 camiões cruzaram a fronteira, aparentemente sem o acordo de Kiev, à semelhança da primeira entrega em Agosto, que tinha sido considerada uma invasão pelos responsáveis ucranianos.

Moscovo afirma que a ajuda humanitária está prevista no acordo de cessar-fogo assinado no início do mês, que está longe, no entanto de pôr fim à tensão no território e à troca de acusações.

Kiev afirmou ter repelido esta noite um novo ataque dos separatistas sobre o aeroporto de Donetsk.

O primeiro-ministro Yatsenyuk voltou este sábado à carga sobre Moscovo, acusando a Rússia de “querer destruir a Ucrânia, para poder restaurar a União Soviética”.

“Putin continua a ludibriar-nos pois sabe que o equilíbrio de forças é desigual e que não somos suficientemente fortes para obter um acordo bilateral. Está a tentar criar mais uma guerra fria, para poder encostar-nos a faca à garganta”, afirmou Yatsenyuk durante o fórum de Ialta que se realiza em Kiev.

O chefe de governo acusou a Rússia de ser “o principal agressor da Ucrânia”, um dia depois da entrada em vigor do segundo pacote de sanções europeias e norte-americanas contra Moscovo e num momento em que Kiev acolhe a visita do presidente do parlamento europeu, Martin Schulz, e do ainda presidente da comissão europeia, Durão Barroso.