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Líbia: Caos, violência e ódio três anos após Kaddafi

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Líbia: Caos, violência e ódio três anos após Kaddafi

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Face à degradação crescente da situação na Líbia devido à violência entre fações rivais, representantes dos países vizinhos reuniram-se, em território líbio, para pedirem a estabilização da situação e encontrarem meios de combate aos extremistas islâmicos.

No encontro, que decorreu na sede provisória do parlamento, em Tobruk, participaram o Egito, a Tunísia, a Argélia, o Chade, o Niger e o Sudão. Todos apelam à reaconciliação nacional.

O representante egípcio, Mohamed Baldr Zayed, diz que foram iniciados contactos com o Conselho de Segurança da ONU e a comunidade internacional para preparar medidas punitivas contra os que apoiem o terrorismo na Líbia e o pratiquem”.

Para além de pedirem a reconciliação nacional, os vizinhos da Líbia deixaram um apelo às organizações não líbias para que deixem de fornecer armas aos grupos em conflito.

O presidente do parlamento, Faraj Hashem, fala de uma situação descontrolada:

“A Líbia passa por um momento muito difícil, tanto mais que a capital está fora de controlo. Está nas mãos da milícias que deixaram muitos estragos. Atacaram os civis, destruiram os aeroportos, assim como os depósitos petrolíferos”.

O país, que nunca conseguiu estabilidade desde a queda do regime de Kaddafi, há três anos, está mais dividido do que nunca. Muitos líbios não querem que o governo peça ajuda internacional e os islamitas recusam o diálogo e acusam o parlamento de Tobruk de apoiar a operação militar contra a organização jihadista, Ansar al Sharia.