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UE e Ucrânia "congelam" livre comércio para agradarem à Rússia

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UE e Ucrânia "congelam" livre comércio para agradarem à Rússia

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Num simbólico ato em simultâneo, o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e o Parlamento Ucraniano, em Kiev, ratificam o Acordo de Associação União Europeia-Ucrânia a 16 de Setembro.

Mas para não agravar mais a relação de ambos com a Rússia, o acordo – que foi firmado em junho, em Bruxelas – não vai entrar em vigor na totalidade.

A 1 de Novembro, apenas a parte política é implementada, ficando o acordo de livre comércio “congelado” até 2016.

Após um acordo trilateral, em Bruxelas, na passada sexta-feira, o ministro da Economia da Rússia, Alexey Ulyukayev, disse que “após a ratificação, este acordo não será implementado durante os próximos 15 meses, até 31 de Dezembro de 2015”.

“Se nessa altura, infelizmente, for implementado, então cancelaremos o regime preferencial que damos agora aos produtos ucranianos”, acrescentou o governante russo.

A Ucrânia continuará a ter acesso privilegiado ao mercado da União Europeia, sem ter de diminuir as tarifas aduaneiras que cobra aos produtos europeus, como era suposto.

O governo da Ucrânia receberá, ainda, fundos europeus para a modernização do país, como sublinhou o Presidente após uma reunião, também na sexta-feira, com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

“Com a ratificação do Acordo de Associação poderá ocorrer a primeira reunião do Conselho de Associação, no próximo dia 17 de novembro. Este Conselho é um mecanismo prático e concreto que permite aplicar o acordo nas principais diretrizes, que são aquelas ligadas à realização de reformas”, disse Petro Poroshenko.

A provar o sabor amargo do acordo trilateral, a Rússia ameaça banir mais produtos ucranianos como fez com o chocolate, incluindo a marca Roshen, uma empresa do Presidente da Ucrânia.