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O desafio "low cost" das companhias aéreas

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O desafio "low cost" das companhias aéreas

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Na tentativa para competir no segmento de baixo custo, a Air France aterra em pleno conflito social. Há 16 anos que os pilotos não faziam uma greve de uma semana.

Os pilotos contestam o plano de desenvolvimento da divisão “low cost”, a Transavia, que a direção define como instrumento de crescimento.

O presidente executivo da Air France, Frederic Gagey, garante que “o projeto não é substituir a Air France pela Transavia. Mas completar as atividades da Air France, com um ataque no mercado das viagens de lazer, com o desenvolvimento da Transavia”.

A Air Frace-KLM quer aumentar a frota da Transavia para cem aviões até 2017 e transportar 20 milhões de passageiros por ano. Na filial “low cost”, os salários são mais baixos e os horários de trabalho diferentes face à Air France

O jornalista Giovanni Magi considera que “as companhias aéreas europeias não podem recuar. As ligações de curto e médio curso são controladas pelas “low cost” e é neste segmento que as companhias tradicionais se devem orientar para permanecerem competitivas e alimentar os serviços de longa distância, onde as margens de lucro são maiores”.

No ano passado, as companhias de baixo custo controlavam 45% do transporte aéreo na Europa, mais do dobro face a 2008.

A EasyJet transportou quase 61 milhões de passageiros, enquanto a rival Ryanair superou os 81 milhões. Para lá do número de pessoas, as companhias contam com a velocidade de rotação dos aviões para aumentar a rentabilidade.

Para os sindicatos dos pilotos da Air France a concorrência deve fazer-se através da qualidade dos serviços edno modelo de exploração das linhas e não às custas do pessoal, com uma degradação das condições laborais e a perda de benefícios adquiridos.