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De Bilbao a Baku, todos querem receber a elite do futebol europeu

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De Bilbao a Baku, todos querem receber a elite do futebol europeu

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Londres e Munique são as duas cidades candidatas a receber a final do Euro 2020 mas a festa do futebol prometida por Michel Platini irá estender-se por todo o Velho Continente. Para o designado “pacote básico” do Euro 2020 candidatam-se mais 17 cidades, quase todas capitais.

“Todas as estradas vão dar a Roma”, recorda a candidatura italiana que quer uma “celebração da Europa na história do desporto”. Os transalpinos propõem-se renovar o Estádio Olímpico.

Único senão, segundo a UEFA, a falta de estacionamento junto ao recinto, a mesma crítica apontada à candidatura holandesa.

De resto, a Arena de Amesterdão, com 53 mil lugares, cumpre com todos os critérios exigidos para receber 3 jogos da fase de grupos e um encontro dos oitavos ou dos quartos-de-final.

A Bélgica promete um novo estádio para acolher o Euro 2020. O projeto para a nova casa do Anderlecht e da seleção, em Bruxelas, ainda não é conhecido. Sabe-se que terá capacidade para mais de 62 mil espetadores e custará mais de 314 milhões de euros.

Dublin, por sua vez, tem a vantagem de já ter um recinto pronto a ser utilizado. A capital da República da Irlanda tem uma Arena com lugar para quase 52 mil espetadores, mas poderá ser penalizada pelo facto de Londres ter praticamente assegurado a final do Euro.

Na Rússia, a cidade de São Petersburgo respira futebol nos dias que correm. O Zenit dá cartas na Liga dos Campeões enquanto constrói um novo estádio com capacidade para mais de 60 mil espetadores, quase três vezes a capacidade do Estádio Petrovsky.

Um investimento de 934 milhões de euros, naquele que será um dos recintos mais caros do planeta e que tem conclusão prevista para maio de 2016, bem a tempo de receber o Campeonato do Mundo de 2018.

Bem mais modesto foi o investimento feito no novo Estádio Ferenc Puskás, em Budapeste. A capacidade até será sensivelmente igual à do estádio de São Petersburgo, mas com um terço dos custos.

O novo estádio, que deverá estar concluído em abril de 2018, faz parte de um projeto de dez anos para revitalizar o futebol húngaro e recolocar a seleção magiar entre os grandes do futebol europeu.

Já em funcionamento está o novo Estádio de San Mamés, em Bilbao, a única cidade ibérica na corrida. O amor dos locais pelo desporto rei é bem conhecido mas só isso não chega. O reduzido número de hotéis e a falta de um local satisfatório para a zona de adeptos podem-se revelar decisivos.

Também em Glasgow a reduzida oferta hoteleira pode constituir um problema. A cidade escocesa propõe a utilização de um recinto já existente, o Hampden Park, mas cuja utilização se limita à seleção nacional e ao modesto Queens Park, do quarto escalão.

Em Copenhaga, o Parken Stadion já acolheu duas finais europeias mas a UEFA deixou bem claro no relatório de avaliação que o recinto, inaugurado pouco depois da Dinamarca se ter sagrado campeã da Europa, em 1992, precisa de ser melhorado.

A Roménia é outra antiga potência do futebol europeu à procura de melhores dias. A Arena Nacional de Bucareste é a joia da coroa do futebol romeno, inaugurada em 2011, recebeu a final da Liga Europa no ano seguinte.

Na Bulgária, ainda há muito trabalho pela frente. As garantias de sustentabilidade são insuficientes, ainda para mais a candidatura búlgara propõe-se a construir um novo estádio em Sófia. O projeto só irá avante caso a cidade ganhe o direito a receber jogos do euro.

O Estádio Millennium, em Cardiff, foi construído para o Campeonato do Mundo de râguebi de 1999, e tem a particularidade de ser o único dos 19 candidatos a ser utilizado quase em exclusivo pelo desporto da bola oval.

O recinto de quase 75 mil lugares, que pode ser totalmente coberto, é exemplar mas a UEFA não deixa de manifestar alguma preocupação pelo reduzido número de quartos de hotel disponíveis na cidade.

Em 1992 a cidade de Estocolmo recebeu quatro jogos do Campeonato da Europa. Entretanto, o velhinho Estádio Råsunda deu lugar à Friends Arena, inaugurada em outubro de 2012, e a capital sueca voltou a sonhar com as principais estrelas do futebol europeu.

A candidatura é praticamente irrepreensível e a experiência acumulada durante o Campeonato da Europa feminino do ano passado, com final jogada em Estocolmo, pode desempenhar um papel fundamental.

Entre os candidatos há também cidades sem grande tradição no desporto rei. Baku, no Azerbaijão, investiu mais de 700 milhões de euros num estádio que estará pronto dentro de um ano. O país tem crescido mas pode ser penalizado pela distância a que se encontra das restantes cidades.

Minsk, uma das mais próximas, está a quase três mil quilómetros. A capital da Bielorrússia pretende modernizar o futebol no país e para já deu o primeiro passo, lançando o projeto da Dinamo Arena, que deverá estar concluída em 2019.

Em Skopje, na Macedóna, o Estádio Nacional Filipe II terá de ser significativamente melhorado caso seja escolhido. No entanto a grande preocupação da UEFA está na limitada capacidade hoteleira da cidade.

O ano passado, Israel organizou o Europeu de esperanças e agora quer dar mais um passo em frente, tendo apresentado a cidade Jerusalém como candidata. A instabilidade que se vive no país, no entanto, pode revelar-se um fator decisivo.