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Escoceses unidos... pelo tartan

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Escoceses unidos... pelo tartan

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Um elemento cultural que une os escoceses é o tartan. Antes era usado para diferenciar famílias ou clãs. Agora faz sucesso nas passarelas.

Na edição deste ano dos Jogos Internacionais das Highland, bandas de gaitas-de-foles de 15 países reuniram-se para celebrar a herança e a cultura escocesa e celta. O tartan, identificado com a Escócia, com as terras altas, não podia faltar.

Usado desde o século XVIII, o tartan continua a ser bastante popular, merecendo destaque nos grandes palcos da moda. Em 2008, os estilistas Domenico Dolce e Stefano Gabbana apresentaram uma coleção dominada pelo padrão.

Historicamente, o tartan era usado no dia-a-dia pelos habitantes das terras altas da Escócia.

Em Edimburgo, várias lojas vendem vestidos, kilts ou chapéus com este padrão a escoceses e turistas.

Para os estrangeiros a escolha faz-se com base nas cores e no design, mas para os escoceses envolve outras coisas…

“Originalmente, um tartan era algo muito simples: um xadrez. E era feito à mão, tingido com vegetação. Portanto, sabia-se de onde alguém era originário, por causa da vegetação usada. É uma questão de orgulho usar o tartan, porque simboliza a origem da pessoa e demonstra o orgulho em ser escocês. Mostra a herança em termos de raízes familiares”, sublinha John Webster, gerente de vendas da Geoffrey Tailor Highland Crafts.

Durante a era vitoriana, os métodos de produção industrial transformaram o tartan num produto comercialmente viável. O xadrez contagiou os casacos e passou a ser utilizado em roupa mais formal.