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Air France: Os custos da greve

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Air France: Os custos da greve

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Há 16 anos que a Air France não vivia uma greve tão longa dos pilotos. E as contas da empresa irão ressentir-se, garante a direção, que antecipava, antes da greve, os primeiros lucros em vários anos.

Desde 15 de setembro, o início da greve, mais de metade dos aviões ficou em terra. Em oito dias, a Air France foi obrigada a cancelar mais de 3 mil voos, afetando cerca de 400 mil passageiros.

A direção estima que as perdas de exploração possam ascender a 20 milhões de euros por dia. Terá ainda de se adicionar as compensações dos passageiros, convidados a adiar viagens ou a pedir reembolso, e os custos com a retoma do tráfego, quando isso acontecer.

A autoridade de gestão dos aeroportos de Paris teme também um impacto negativo nas contas, com a queda do número de passageiros nas galerias comerciais.

Mas há quem ganhe. É o caso da empresa francesa de caminho-de-ferro SNCF, que pôs à venda mais 10 mil bilhetes, e das companhias aéreas de baixo custo. Só a easyJet disponibilizou mais 2 mil bilhetes em França.

Ganham também os hotéis na periferia dos aeroportos, onde os preços subiram entre 30 e 46%.