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As contas da época turística no sul da Europa

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As contas da época turística no sul da Europa

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Chega a hora de fazer contas no setor do turismo, vital para as economias do sul da Europa.

Em Itália, apesar dos grandes recursos culturais, os resultados são negativos, segundo a associação hoteleira Federalberghi.

Entre junho e agosto, as receitas caíram 5% e a ligeira subida do número de turistas estrangeiros (0,6%) foi anulada pela queda da clientela italiana (-0,6%).

Para lá da questão dos preços, dos mais elevados da Europa, o turismo italiano foi atingido ainda por condições climáticas desfavoráveis.

O jornalista italiano, Giacomo Segantini, explica que “em Itália, quando chove diz-se que a culpa é do governo. A Federalberghi não foi tão longe, mas dá puxões de orelhas a Roma. Pede, entre outras medidas, a redução dos impostos, incluindo a famosa “taxa turística”, e um aumento do limite de pagamento em dinheiro”.

O jornalista espanhol Vincenz Batalla riposta: “Em Espanha, o turismo é o setor mais rentável. Em agosto voltou-se a bater um recorde do número de visitantes. Britânicos, franceses e alemães encheram as praias da costa e as ilhas do mediterrâneo. Mas, o que vai acontecer se a crise se prolongar e as pessoas não tiverem dinheiro para viajar?”.

Espanha teme um tal cenário, já que o turismo representava quase 11% do PIB em 2012.

Entretanto, o país continua a bater recordes.

Nos primeiros oito meses do ano, recebeu 45,4 milhões de turistas, ou seja, mais 7,3% do que no ano passado.

Os dados do governo mostram um recuo de 5% no número de russos, devido à desvalorização do rublo e da crise na Ucrânia.

Os portugueses correspondem a 3,4% do número total.

Ano recorde também para o turismo na Grécia. Os operadores baixaram os preços e os clientes gastam menos. Mesmo assim, estima-se que as receitas subam 10%. Um alívio para o país, que conta com o turismo para ultrapassar a crise.

A jornalista Symela Toutchtidou afirma: “Na Grécia, o turismo sempre foi o ponto forte da economia. Este ano, salvou a situação. Até ao fim do ano são esperados 21,5 milhões de turistas, que deverão injetar 13,5 mil milhões de euros na economia. A Grécia precisa absolutamente destas receitas, quando luta para sair de seis anos de recessão”.

O turismo grego deverá representar, este ano, 17% do PIB e emprega uma em cada cinco pessoas.

A European Travel Commission estima que o número pessoas a visitar a Europa continue a crescer na ordem de 4% até 2016. Para isso deverá contribuir a subida dos turistas europeus, mas sobretudo, dos Estados Unidos e da China.