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Banco Mundial corta previsões para economia russa

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Banco Mundial corta previsões para economia russa

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A economia russa paga o preço da crise na Ucrânia, da ausência de reformas estruturais e de uma política económica incerta. A análise é do Banco Mundial, que alerta para uma estagnação nos próximos dois anos.

No último relatório sobre o país, a organização internacional baixou fortemente as previsões económicas.

Num cenário que exclui nova escalada da crise na Ucrânia e novas sanções, o Banco Mundial espera, para este ano, um crescimento de 0,5% contra 1,1% em março. Para 2015 antecipa uma progressão de três décimas, contra 1,2% da previsão anterior. E no pior dos cenários, a organização evoca uma possível contração de 0,9%.

Se as novas previsões ficam em linha com as do governo para este ano, o caso é bem diferente para 2015.

O Banco Mundial considera que o investimento e o consumo serão inferiores ao previsto pelo Kremlin, já que as sanções europeias e norte-americanas limitam o acesso das empresas e bancos russos aos mercados de capitais.

Para o Banco Mundial, a posição do banco central russo é atualmente muito difícil, num contexto de fraco crescimento, inflação elevada e desvalorização do rublo. Um cenário que acentua a fuga de capitais. O governo estima que atinja 120 mil milhões de dólares, o dobro em relação ao ano passado.