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O braço-de-ferro entre a Uber e os taxistas

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O braço-de-ferro entre a Uber e os taxistas

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Os taxistas acusam a Uber de concorrência desleal. A aplicação permite alugar um carro com motorista e com a app Uber Pop qualquer pessoa pode tornar-se condutor ocasional. Só necessita de ter carta de condução há três anos e não ter antecedentes criminais.

Já foram apresentadas várias ações judiciais contra a start-up americana. O serviço foi interdito pelo Tribunal de Comércio de Bruxelas. Na Alemanha, um juiz de Frankfurt proibiu a aplicação Uber de operar no país, mas a decisão foi revogada na semana passada.

Habituada a batalhas judiciais, a empresa Uber não se deixa intimidar. “A Uber está a abanar uma indústria que nunca enfrentou qualquer forma de competição. Portanto, não estou muito surpreendida com esse tipo de tensões. A forma de ultrapassá-las é fazer o que fazemos todos os dias, acrescentando segurança, mais eficiência e opções mais confiáveis para as pessoas se deslocarem”, afirmou Pierre-Dimitri Gore-Coty, diretor-geral da Uber para a Europa Ocidental.

A empresa, já implantada em 200 cidades, continua a desenvolver-se.

Nas últimas semanas, o serviço entre particulares, a app Uber Pop, foi lançada, por exemplo, em várias cidades francesas.

Em Espanha, os taxistas acusam o serviço de concorrência desleal. “Nós trazemos profissionalismo e segurança ao serviço de transporte. Estas entidades trazem apenas ilegalidade, economia negra e até ‘máfia’”, vinca Julio San García, presidente da Federación Profesional del Táxi de Madrid.

Na Europa, as batalhas jurídicas estão longe de estar terminadas. Surgem novas leis para enquadrar essas novas práticas. Os taxistas enfrentam um ambiente cada vez mais competitivo.