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Coligação luta contra o ISIL

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Coligação luta contra o ISIL

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Desde as primeiras incursões americanas no Iraque, a 8 de agosto, os Estados Unidos parecem ter conseguido a proeza de reunir uma ampla coligação para lutar contra os jihadista do autoproclamado Estado Islâmico (ISIL).

Washington diz que mais de cinquenta países estão empenhados, com apoio militar, político ou logístico. Na Assembleia Geral das Nações Unidas, Barack Obama pediu ao mundo para se juntar à luta contra este grupo extremista:

“A única linguagem que assassinos como estes entendem é a linguagem da força. Os Estados Unidos vão trabalhar com uma larga coligação, para desmantelar esta rede da morte. Neste esforço, não vamos estar sozinhos.”

A 11 de setembro, em Jidá, na Arábia Saudita, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, conseguiu assegurar o apoio de dez países árabes.

Mas são apenas cinco os que participam nos ataques aéreos à Síria: a Arábia Saudita, o Bahrain, a Jordânia, os Emirados Árabes Unidos e, ainda que de forma menos ativa, o Qatar.

Mas os ataques à Síria colocam questões mais melindrosas. Ao contrário do Iraque, aqui não houve um pedido de ajuda do país e os Estados Unidos estão a agir sem a aprovação das Nações Unidas. Washington tem também de ter atenção para que esta ofensiva não acabe por beneficiar o seu grande inimigo, Bashar Al Assad.

O Irão é a grande ausência, em termos regionais, nesta coligação. O aliado de Bashar al-Assad prefere permanecer “neutro”, mesmo estando Teerão a apoiar as forças curdas no Iraque.

Já a Turquia, no início relutante em se associar, acabou por dizer que o país poderá fornecer “apoio militar ou logístico.”

Entre os aliados ocidentais, França foi a segunda a fazer incursões no Iraque, depois dos Estados Unidos, ainda que não pretenda aventurar-se na Síria. Austrália, Bélgica e Holanda já enviaram caças e dezenas de soldados. O parlamento britânico deverá dar luz verde esta sexta-feira.

A Europa vai enviando carregamentos de armas para ajudar os Peshmerga, no Iraque. A Alemanha, foi um dos países que contribuiu no envio de equipamento militar e com o treino de combatentes curdos.

Mas, apesar de todo este investimento, a questão que se coloca é saber quanto tempo durará esta grande coligação já que, os americanos, dizem que a campanha pode durar meses ou mesmo anos.