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Hervé Gourdel: uma morte "inexplicável e imperdoável" para os próximos do refém francês


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Hervé Gourdel: uma morte "inexplicável e imperdoável" para os próximos do refém francês

A notícia da excução de Hervé Gourdel foi condenada em uníssono pela classe política francesa. Na aldeia natal do guia de montanha de 55 anos, os habitantes não escondem a dor e a revolta, após a publicação do vídeo da decapitação.

Para o presidente da Câmara de Saint Martin Vesubie: “é um drama não só para toda a aldeia mas também para toda a França, para todos os seus amigos alpinistas e para a sua família. É uma situação horrível”, afirma Henri Giuge.

“É inexplicável e imperdoável. É um drama absoluto”, afirma um habitante.

Outro habitante declara: “o que é que sinto? Sinto raiva. Dá-me vontade de caminhar, subir à montanha. Para nós caminhar na montanha é uma forma de esquecer este instante e pensar em Hervé”.

No vídeo divulgado pelo grupo islamita, o refém dirige-se ao presidente, antes de ser executado, para lamentar que Paris tenha decidido dar preferência à aliança com Washington, à hora de responder ao ultimato do grupo Estado Islâmico.

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Paris não cede ao Estado Islâmico após decapitação de refém francês