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Vaticano destitui bispo paraguaio acusado de proteger alegado pedófilo

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Vaticano destitui bispo paraguaio acusado de proteger alegado pedófilo

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O Vaticano prossegue o que se assemelha a uma operação “mãos limpas” após os milhares de escândalos de pedofilia que abalaram a igreja católica.

O papa Francisco suspendeu esta quinta-feira um bispo paraguaio acusado de proteger um padre suspeito de abusos sexuais sobre menores. O responsável pela diocese da cidade del Este, Rogelio Ricardo Livieres, afirmou acolher a decisão “com serenidade” depois de ter recusado demitir-se com base em acusações, segundo ele, “infundadas”.

Rogelio Livieres é acusado de proteger há vários meses um padre argentino, Carlos Urrutigoity, que se refugiou no Paraguai, após as acusações de abusos sexuais sobre dezenas de menores nos Estados Unidos.

O Vaticano limitou-se, no entanto a evocar “motivos pastorais” para justificar a destituição do bispo, quando uma associação laica paraguaia acusa diretamente Livieres de várias irregularidades, entre as quais um caso de suposto desvio de fundos.

A decisão do Vaticano ocorre, dois dias depois da detenção do o ex-núncio do Papa na República Dominicana, o polaco Josef Wesolowski, que se encontra atualmente em prisão domiciliária, acusado de vários abusos a menores durante a sua passagem pelo país.

Segundo a imprensa italiana, Wesolowski deverá ser julgado no Vaticano, com dois outros religiosos, igualmente destituídos e atualmente investigados por pedofilia, o ex-bispo de Iquique, no Chile, e o ex-bispo auxiliar de Ayacucho no Perú.