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Como é financiado o autoproclamado Estado Islâmico


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Como é financiado o autoproclamado Estado Islâmico

O autoproclamado “Estado Islâmico” tem armas e dinheiro. A organização é, frequentemente, descrita como o mais rico grupo extremista do mundo.

O financiamento é diferente do dos grupos radicais tradicionais. Se, num primeiro momento, as doações dos países do Golfo, foram a principal fonte de financiamento, hoje o grupo é, em grande parte, autofinanciado.

O Primeiro recurso, estimado em mais de metade das receitas, é o petróleo, vendido ilegalmente no mercado negro. Em seguida, vem a extorsão, o dinheiro dos saques aos territórios conquistados, a cobrança de impostos, comércio ilegal de antiguidades, raptos e tráfico de seres humanos, com os quais fizeram milhões de dólares. Formas de obter recursos financeiros difíceis de neutralizar.

Segundo as estimativas dos serviços secretos norte-americanos isso corresponde a um ganho de 3 milhões de dólares, por dia.

Para enfraquecer, financeiramente, a organização, os Estados Unidos e os seus aliados estão a bombardear plataformas petrolíferas controladas pelo grupo.

Mas fazer face às enormes despesas sai também caro: pagar aos seus combatentes, obter armamento e administrar um grande território. É nesse ponto que pega Robin Mills, consultor do sector da energia:

“Se eles conseguirem dois a três milhões de dólares por dia, e eu penso que é menos, mas vamos assumir esses números, isso significaria entre 700 milhões a mil milhões de dólares por ano. Essa é uma quantidade enorme de dinheiro para um grupo terrorista mas, para um Estado é muito pouco e, este grupo, afirma-se como tal. Eles têm de se responsabilizar pelos serviços sociais e manter algum tipo de atividade económica básica nos territórios que controlam e, nesse caso, mil milhões de dólares não é nada comparado com o dinheiro que foi gasto nestas áreas, antes do conflito.”

Em suma, o autoproclamado Estado Islâmico, enquanto grupo extremista, vai conseguindo gerir, financeiramente, a situação, resta saber como vivem e viverão as populações que estão sob o seu domínio.

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