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Egito: Veredicto de Mubarak adiado

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Egito: Veredicto de Mubarak adiado

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A justiça egípcia adiou o veredicto no caso em que o antigo presidente Hosni Mubarak e seus correligionários são acusados de responsabilidade na morte de centenas de manifestantes na revolução de 2011.

O juiz anunciou que não houve tempo para rever todas as provas e reler o processo que conta com mais de 160 mil páginas.

No exterior, em frente à Academia da Polícia, onde decorre o julgamento, registaram-se confrontos entre opositores e apoiantes do antigo presidente.

“Mubarak governou o país com segurança durante 30 anos, lutou pelo Egito e quem luta pelo egípcio não mata egípcios”, diz uma manifestante.

Do outro lado, estavam opositores ao antigo chefe de Estado, pessoas que perderam familiares e amigos. “Mubarak deu ordens e os assassinos executaram, mataram os nossos filhos. Se este filho fosse filho de qualquer dirigente, de Mubarak ou mesmo do juiz, ficariam eles satisfeitos com este julgamento? Com esta farsa?”, questiona um homem com a fotografia de um rapaz nas mãos.

Mubarak e o seu ministro do Interior foram condenados a prisão perpétua em 2012, mas os recursos resultaram na repetição do julgamento.

O correspondente da Euronews, Mohammed Shaikhibrahim, afirma que “com a decisão de hoje, o julgamento do século continua, bem como as queixas das famílias da vítimas e o que dizem ser a falta de vontade em avançar com uma decisão num caso que tem preocupado a opinião pública nos últimos três anos”.