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Alta voltagem para tratar cancro

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Alta voltagem para tratar cancro

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Em Londres, investigadores do Imperial College testam um novo sistema para tratar o cancro do pâncreas.

A intervenção é especialmente importante para os pacientes que não podem ser operados.

Em numerosos casos, a cirurgia é posta de parte devido ao risco de danificação de órgãos ou de vasos sanguíneos.

O novo tratamento desenvolvido pelo Imperial College é efetuado com a ajuda de um dispositivo chamado nanoknife, numa tradução livre, em português “nano bisturi”.

“Entre as duas agulhas temos alta voltagem, três mil volts. Essa alta voltagem perturba as membranas das células e dá origem a pequenos orifícios dentro da membrana das células. No fundo, trata-se de criar orifícios na estrutura que reveste as células”, explicou Edward Leen, professor de Radiologia do Imperial College de Londres.

“Quando os orifícios aparecem na membrana das células é como se as células se suicidassem. As células morrem. É como se tivéssemos vários buracos na pele e os fluidos saíssem, neste caso acontece a mesma coisa”, acrescentou o investigador.

O método está atualmente a ser testado no Hospital Privado Princess Grace em Londres. Não se trata de uma cura mas de um método que deve ser usado em conjunto com outras terapias.

“Os dados que recolhemos demonstram que podemos controlar a doença mas não se trata de uma cura e, no caso do cancro do pâncreas, recomendamos que se faça também quimioterapia”, indicou Edward Leen.

Os investigadores sublinham que o método não é adequado para pacientes com metástases ou com problemas de coração.