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Grécia: A última avaliação da "troika"?

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Grécia: A última avaliação da "troika"?

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A Grécia espera ter iniciado a última avaliação da “troika”. Trata-se da quinta visita no quadro do segundo plano de resgate ao país.

As discussões com o BCE, União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) vão centrar-se no orçamento para 2015, que terá de ser apresentado no parlamento na segunda-feira. Mas as divergências mantêm-se sobre a dimensão do buraco orçamental e como compensar a redução de impostos desejada pelo governo.

Após quatro anos de austeridade, Atenas quer sair da alçada da “troika” um ano antes do previsto, abdicando de 12 mil milhões de euros do FMI.

A jornalista Symela Toutchidou recorda que “o Fundo Monetário Internacional é a pedra no sapato do governo grego, que quer que esta seja a última avaliação. Com o excedente primário bem acima da meta, a Grécia não quer mais ajuda do FMI. Mas estamos ainda longe de uma decisão definitiva”.

A situação económica é frágil.

Apesar do excedente primário de 1,9 mil milhões de euros, nos primeiros oito meses, a economia está em recessão há seis anos. No segundo trimestre, a economia contraiu 0,3%, mas espera-se que termine o ano em positivo. O desemprego atingia em junho o valor recorde de 27%. Entre os jovens, ultrapassa os 51%.

Nesta avaliação estão em causa sete mil milhões de euros. Atenas terá também de discutir os despedimentos na função pública e as reformas da lei do trabalho e do sistema de segurança social.

Após uma ajuda de 240 mil milhões de euros e dois anos depois da reestruturação da dívida, os analistas dizem que é “precoce” o governo falar em sair da alçada internacional.

Mas o formato da “troika” irá mudar, já que a ajuda europeia termina este ano. Fica apenas o FMI a vigiar as contas gregas até março de 2016.

O desejo do governo grego de sair do programa de resgate prende-se, acima de tudo, com questões eleitorais. A escolha parlamentar do futuro presidente grego, no início de 2015, faz pairar o risco de eleições legislativas antecipadas.