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Novo líder da NATO quer "quebrar o gelo" com a Rússia

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Novo líder da NATO quer "quebrar o gelo" com a Rússia

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Um novo secretário geral da NATO, mais próximo da Rússia, mas com o mesmo discurso firme contra Moscovo para que deixe de interferir no conflito ucraniano. Jens Stoltenberg assumiu esta quarta-feira o cargo ocupado durante cinco anos pelo dinamarquês Anders Fogh Rassmussen.

No seu primeiro discurso, o duas vezes primeiro ministro da Noruega e amigo pessoal de Vladimir Putin, sublinhou a importância de “quebrar o gelo” com Moscovo.

“Precisamos de ver mudanças na atitude russa, mudanças que demonstrem que o país respeita a lei internacional. Mas como sublinhámos na cimeira do país de Gales, continuamos a aspirar, como o fizémos durante muitos anos, a uma relação construtiva e cooperativa com a Rússia”.

O primeiro político de um país fora da União Europeia a assumir a liderança da NATO afirmou esperar reatar a cooperação entre a organização e Moscovo, suspensa desde o início do conflito na Ucrânia.

Stoltenberg sublinhou, no entanto, que os países aliados vão prosseguir as manobras militares no leste da Europa, garantindo mais ajuda ao exército ucraniano e georgiano.

Para os analistas, Stoltenberg deverá fazer a ponte entre o ocidente e a Rússia, com um estilo mais discreto e moderado do que o seu antecessor, que nos últimos meses não hesitou em multiplicar as declarações virulentas contra Moscovo.

O economista de formação, que durante a juventude participou em manifestações contra a guerra do Vietname e que recusou um convite do KGB para se tornar agente secreto, foi também um eterno aliado norte-americano durante os dois mandatos como chefe de governo, da guerra contra o terrorismo de George Bush às intervenções no Afeganistão e mais recentemente na Líbia.

A nomeação de Stoltenberg, em março contou com o apoio da Alemanha e dos Estados Unidos.

Stoltenberg foi também o primeiro chefe de governo da Noruega a enfrentar um ataque terrorista, em 2011, que provocou 77 mortos.

Depois de estar cinco anos à frente da organização, Anders Fogh Rassmussen, anunciou hoje nas redes sociais que vai prosseguir a sua carreira internacional com a criação de uma empresa de consultoria em geopolítica e estratégia com o seu próprio nome: Rassmussen Global.