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Jerusalém-Leste e Irão geram fricção em encontro entre Obama e Netanyahu

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Jerusalém-Leste e Irão geram fricção em encontro entre Obama e Netanyahu

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O encontro entre o primeiro-ministro israelita e o presidente norte-americano ficou marcado por fricções a respeito do projeto de expansão de colonatos em Jerusalém-Leste e do nuclear iraniano.

A reunião em Washington representou o primeiro frente-a-frente entre Benjamin Netanyahu e Barack Obama desde a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza que fez mais de dois mil mortos, na maioria civis palestinianos.

Obama defendeu que “é preciso encontrar formas de mudar o ‘status quo’, para que tanto os cidadãos israelitas estejam seguros nas suas casas e os estudantes nas suas escolas protegidos contra a possibilidade de ser atingidos por um ‘rocket’, como para que não tenhamos uma tragédia, na qual são mortas crianças palestinianas”.

Um porta-voz da Casa Branca precisou que Obama transmitiu a “preocupação” dos Estados Unidos face à “luz verde” dada à construção de 2600 novos alojamentos na parte de Jerusalém-Leste anexada por Israel, que pode “envenenar a atmosfera” proprícia a negociações de paz.

Netanyahu preferiu concentrar atenções no Irão que, segundo ele, “tenta obter um acordo para conseguir o fim das duras sanções que [os Estados Unidos] tanto se esforçaram por implementar e ficar no limiar de uma potência nuclear”. Algo que o chefe do governo israelita espera “que não aconteça sob a liderança” de Obama.

Irão, Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha concordaram em dar até 24 de novembro para obter um acordo definitivo que permita garantir o caráter exclusivamente pacífico do programa nuclear iraniano, em troca do fim das sanções.