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Jovem inventora cria etiqueta bioreativa para alimentos

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Jovem inventora cria etiqueta bioreativa para alimentos

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No mundo inteiro, todos os dias, são deitadas fora toneladas e toneladas de comida que podiam ser consumidas sem perigo para a saúde.

Mas para o consumidor nem sempre é fácil perceber se um alimento é seguro ou se deve ser deitado fora.

Uma jovem inventora britânica deu um passo importante para desfazer essa dúvida.

Solveiga Pakstaite, estudante de design, concebeu uma etiqueta que indica em tempo real se um alimento pode ou não ser consumido em segurança.

“Trata-se de uma etiqueta bioreativa, o prazo de validade do produto é constantemente reatualizado, de acordo com o estado da comida. Usei uma camada de gelatina que é colocada na supefície. Escolhi a gelatina porque é um produto natural que se degrada ao mesmo ritmo que a comida. A gelatina é sólida e permite sentir se há saliências. Quando deixa de estar boa, a gelatina torna-se líquida. Neste caso, quando tocamos com a mão podemos sentir se há uma saliência, o que indica que a comida já não é boa para consumo”, explicou Solveiga Pakstaite.

A etiqueta bioreativa pode ser adaptada a qualquer tipo de comida, mas as aplicações da nova tecnologia não se limitam ao ramo alimentar.

“A etiqueta pode ser usada para todos os produtos perecíveis, não apenas comida mas também no domínio do transporte de órgãos, permite saber se eles são transportados à boa temperatura e que as condições de transporte são respeitadas. Pode também ser usada no domínio farmacêutico para medicamentos que expiram num prazo curto e que não devem ser ingeridos depois desse prazo. Ou seja a etiqueta pode ser usada em todas as coisas que têm uma data de expiração, quando se trata de um prazo curto”, acrescentou a inventora.

A invenção da estudante britânica valeu-lhe o prémio do Design James Dyson. Agora só resta esperar pela aplicação industrial.